• Cirurgia Reparadora

    por  • 3 de agosto de 2014 • 

    Cirurgia Reparadora (Plástica Reparadora)

    Somado aos procedimentos estéticos, Dr. Zamarian também realiza todo o tipo de cirurgia reparadora. Sua paixão é a reconstrução da face e corpo de pessoas que nasceram com defeitos estéticos, sofreram queimadura desfigurante ou tiveram seqüelas após acidente. Seu trabalho o tem permitido assistir a um espectro diverso de pacientes e tem tido uma experiência recompensadora profissional e pessoalmente.

    Pacientes que foram desfigurados devido a uma das causas acima podem experimentar benefícios pessoais e emocionais dramáticos através da cirurgia reparadora.

    Em muitos casos, esses procedimentos permitem aos pacientes retornar à suas vidas normais e melhorar a auto-estima, livres de dor emocional e estigma social.

     

    Tipos de Cirurgia Plástica Reparadora

     

    Cirurgia de Revisão de Cicatrizes e Queloides

    Um dos objetivos da cirurgia plástica reparadora é reparar e melhorar o aspecto de cicatrizes inestéticas e queloides. Existem várias formas de se realizar a revisão de cicatrizes e queloides, bem como existem vários tratamentos a serem realizados antes e depois de uma cirurgia plástica de revisão de cicatrizes, a fim de se obter o melhor resultado estético possível.

    O que é queloide?

    Queloide é uma cicatriz que cresceu muito além do que deveria, deixando no local uma formação dura, elevada, de cicatriz que normalmente ultrapassa os limites da lesão da pele que o originou, podendo atingir um dedo de grossura ou mais.

    O queloide se difere da cicatriz inestética no sentido em que esta não ultrapassa os limites iniciais da cicatriz, é bem mais baixo e menos endurecido. É muito conum se confundir queloide com cicatriz hipertrófica, mas quando é realmente queloide, não há duvidas: a cicatriz cresce de forma tumoral e tem-se a impressão de que não vai estacionar.

    As áreas do corpo mais sucetíveis a queloides e cicatrizes inestéticas são: lóbulos de orelhas, ombros (região deltoidea) e região pré-esternal (área central do tórax anterior).

    Zetaplastia

    Zetaplastia para Tratamento de CicatrizesA zetaplastia é uma forma de revisão de cicatriz, normalmente utilizada quando se existe uma brida, ou prega de cicatriz, que pode limitar movimentos, como nos dedos, ou simplesmente tracionar os tecidos, formando uma tenda. O cirurgião plástico realiza a zetaplastia, transformando uma cicztriz linear em um "Z", com ângulos que podem ser de 30, 45 ou 90 graus, a depender da necessidade de alongamento da cicatriz. Exemplos de cicatrizes que podem ser tratadas com zetaplastia:

    • cicatrizes em alçapão (em curva, onde a parte de fora fica abaixada e a de dentro elevada);
    • bridas em articulações (dedos, axilas, cotovelos);
    • cicatrizes contrárias às linhas de força de Langer (cicatrizes longitudinais nos membros, por exemplo).

    W-Plastia

    W-plastia para Melhorar CicatrizesEssa é uma outra modalidade de revisão de cicatrizes onde a retirada de uma cicatriz, normalmente larga ou com marcas de pontos parecendo trilhos de trem, é realizada de forma quebrada para se evitarem novas retrações ou simplesmente quebrar as linhas de força. As marcas de ponto são retiradas de forma eficaz com a W-Plastia e essa, como a zetaplastia, normalmente pode ser realizada de forma ambulatorial, sem a necessidade de internação. Cicatrizes longitudinais longas nos membros, bem como cicatrizes inestéticas contrárias às linhas de força, podem ser adequadamente revisadas com a W-Plastia (lê-se dablioplastia).

    Ressecções Seriadas

    Quando as cicatrizes são muito largas, a ponto de não poderem ser tratadas nem com a Zetaplastia e nem com a W-Plastia, podem-se realizar ressecções seriadas, que consiste em retiradas de fusos de cicatriz dentro da cicatriz larga, a fim de afiná-la progressivamente, deixando a cicatriz resultante final menos longa. As retiradas de fuso de pele são realizadas com intervalo de quatro meses, a fim de que nesse período os tecidos sadios vizinhos sofram um relaxamento e expansão, permitindo a retirada seguinte. Cicatrizes circulares ou tatuagens podem ser tradas com ressecções seriadas.

    Ressecção Intralesional

    Baseado no princípio de que um corte dentro de um queloide não causa mais queloide, por vezes o Dr. Zamarian realiza a ressecção intralesional para diminuir a largura e espessura de um queloide. A cirurgia consiste em retirar um fuso de cicatriz dentro do queloide, deixando no local uma borda de cerca de 1mm de largura, a fim de que não se forme novo queloide. A cirurgia é fechada com pontos internos, subdérmicos de Vicryl 4-0, e externamente com cola de cianoacrilato. O resultado é uma cicatriz menos aparente e mais fina e baixa.

    Tratamentos Coadjuvantes à Revisão de Cicatrizes

    A fim de se aumentar a taxa de sucesso da cirurgia plástica reparadora de cicatrizes, pode o cirurgião plastico abrir mão de outros tratamentos, como:

    1. Laser de Luz Intensa Pulsada: quando iniciada em menos de 24h da revisão de cicatrizes, a luz pulsada tem excelentes resultados e ajuda a diminuir a faze inflamatória, diminuindo a produção de colágeno em excesso, próprio das cicatrizes inestéticas;
    2. Corticoide Intralesional: a injeção de corticoide intralesional antes ou após a revisão de cicatrizes é bastante eficaz e muito utilizada. Normalmente, o Dr. Zamarian utiliza do medicamento Triamcinolona, numa concentração que varia de 5 a 40%. Seu efeito aparece após três a quatro semanas. Quando se aplica no local adequado, a injeção é bastante dolorosa e deixa, na hora, a cicatriz branca.
    3. Fita adesiva de corticoide: esta é utilizada com muita frequencia e tem substituido outros produtos, como placa de silicone ou Contractubex. De nome comercial Drenison Oclusive, a fita de silicone é normalmente utilizada 24h por dia durante um mês, necessitando que o paciente troque a fita a cada banho. Ela vem larga e é recortada pelo paciente a fim de cobrir a sua cicatriz.
    4. Antifúngicos Orais: após artigo publicado na revista Plastic & Reconstructive Surgery, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica, em 2007, Dr. Zamarian tem utilizado com sucesso antifúngico oral para prevenção de queloide em pacientes com história ou maior risco de apresentá-lo. A forma de se utilizar é com Itraconazol (Sporanox) 100mg 1x/dia por três meses, sendo um mês antes e dois após a cirurgia. Deve-se ter o cuidado de não ingerir nenhuma bebida alcoólica no período pelo risco de se desenvolver hepatite medicamentosa.
    5. Placas de Silicone (Tiras de Silicone): muito utilizadas anteriormente, elas têm duas propriedades, sendo um efeito eletrostático, ordenando as fibras de colágeno dentro das cicatrizes e outro efeito compressivo sobre a cicatriz. Tem sido menos utilizada pelo Dr. Zamarian, que vê no adesivo de corticoide resultados melhores.
    6. Contractubex: ainda recomendado por muitos, mas deixou de ser utilizado na Clínica Zamarian de Cirurgia Plástica por causar alergia em muitos pacientes, além de seu resultado questionável. A posologia do Contractubex recomendada é de 4x/dia por um a dois meses.
    7. Cremes de Imunossupressores: eles também auxiliam para impedir o desenvolvimento exagerado das cicatrizes. Tem sido utilizada pelo Dr. Zamarian a fórmula de creme de Tamoxifen, com bons resultados e bem menos alergia que o Contractubex.
    8. Braquiterapia: trata-se de uma radioterapia "light", de modo que não penetra mais do que 2cm de pronfundidade, podendo ser utilizado nas mais diversas partes do corpo, inclusive nas mamas, sem o risco que a betaterapia tem de causar câncer de mama a longo prazo. O radioterapeuta calcula a dose e quantidade de aplicações. Podem ocorrer discromias (alterações na cor da pele e cicatriz, que melhoram em seis meses) e desicência.
    9. Betaterapia: é a forma mais agressiva de se tratar um queloide, normalmente realizando-se uma revisão de cicatriz e iniciando a betaterapia em menos de 24h (assim como é a braquiterapia). Aumenta em muito a taxa de sucesso de uma revisão de cicatriz, mas tem o risco teórico de causar câncer de mama a longo prazo, quando realizada na mama. Por esse motivo, Dr. Zamarian prefere não realizar a betaterapia em cicatrizes nas mamas, somente em áreas afastadas destas. Pode causar discromia, deiscência, dermatite actínica e esclerose dos tecidos subjacentes.
    10. Compressão: a forma mais simples de tratamento de queloides e cicatrizes inestéticas. Muito utilizada após queimadura ou em lóbulos de orelhas por meio de brincos de pressão, a compressão pode abaixar a cicatriz e remodelá-la, deixando-a mais clara e macia. Pode ser utilizada após uma revisão de cicatriz, também.

     

    Expansor de Pele – Cirurgia Plástica de Expansão de Pele

    Expansor de Pele no Couro CabeludoMuitas vezes, a cirurgia plástica se depara com a nacessidade de se ganhar pele local para cobrir um defeito com perda de substância, perda de pele ou para avançar pele saudável para se retirar uma cicatriz, quer por sequela de queimadura, quer por trauma, através da cirurgia plastica. Nesse contexto, Dr. Zamarian utiliza da cirurgia plástica de expansão da pele, que consiste em pelo menos duas cirurgias: a primeira para se colocar o expansor abaixo da pele sadia, na vizinhança do tecido a ser retirado ou do defeito a ser coberto; a segunda cirurgia plástica ocorre cerca de três meses depois, com a retirada do expansor de pele e avançamento da pele sobre a cicatriz ou o defeito. Nesse intervalo entre as duas cirurgias plasticas, é realizado o processo de expansão da pele, com uma injeção semanal de soro fisiológico, com 10% do volume do expansor, até 100% a 120% do seu volume indicado, a depender de cada caso.

    O uso de expansores de pele é bastante frequente na cirurgia plástica reparadora (bem como na reconstrução de mama) e tem excelentes resultados, minimizando a necessidade de enxertos e microcirurgia, permitindo cobertura de deformidades com tecidos vizinhos, preservando as características anatômicas do local.

    A cirurgia plástica também pode fazer o uso de expansores de pele para a cirurgia plástica de reconstrução de mamas, exandindo a pele da parte superior do abdômen, que é deslocada superiormente, tem o sulco inframamário refeito e terminando a cirurgia plástica com a colocação de próteses de silicone para dar o volume necessário.

    Entre em contato com a Clínica Zamarian de Cirurgia Plástica para saber mais sobre a cirurgia plástica de expansão de pele ou outra alternativa de cirurgia plástica reparadora.

     

    Enxerto de Pele

    Muitas situações, como sequela de um trauma ou acidente, necessitam de uma cobertura de tecidos expostos com cirurgia plástica reparadora, que pode envolver o uso de enxerto de pele ou retalhos locais.Os enxertos de pele realizados com cirurgia plástica se classificam em dois tipos básicos: de espessura total e de espessura parcial.

    A cirurgia plástica de enxerto de pele com espessura total envolve a retirada de pele que pode ser do abdõmen, da região inguinal, virilha ou atrás das orelhas, a depender da quantidade necessária e das características da área receptora. A pele é preparada pelo Dr. Zamarian, que retira toda a gordura remanescente e sua integração se dá em uma semana. pode ser necessário um curativo compressivo de Brown. A superfície que pode ser coberta com cirurgia plástica de enxerto de pele de espessura total não é grande, e essa cirurgia plástica de enxerto tem que ser muito bem indicada, optando-se por usá-lo em áreas nobres. Sua contratura é menor no pós-operatório da cirurgia plástica e a pele enxertada tem excelente qualidade, sendo firme, resistente e bem hidratada.

    Já a pele enxertada com espessura parcial tem uma contratura maior e pode ser mais frágil e ressecada, necessitando de hidratação com cremes após a cirurgia plastica. Entretanto, esse enxerto de pele é retirado com uso de Dermátomo (elétrico ou manual) ou Faca de Blair durante a cirurgia plástica e pode cobrir superfícies maiores, especialmente nos grandes queimados. A pele de espessura parcial pode ainda cobrir áreas maiores através da cirurgia plástica com Mesh Graft, um aparelho que realiza incisões na pele a ser enxertada e a expande, tornando essa cirurgia plástica capaz de cobrir grandes áreas com menos pele. Com a cirurgia plástica de enxerto de pele com Mesh Graft, os espaços criados pelas incisões cicatrizam por segunda inteção, pelo processo de granulação de pele. Áreas doadoras de enxerto de pele para cirurgia plástica incluem: couro cabeludo, abdômen, coxas e dorso (costas).

    A recuperação de uma cirurgia plástica com enxerto de pele é bastante rápida na área receptora. A pele enxertada pela cirurgia plástica intergra em até sete dias e já cobre o defeito. A recuperação da área doadora vai depender de como foi realizada a cirurgia plástica para a retirada dessa pele. Caso a pele tenha sido retirada pela cirurgia plástica em espessura total, normalmente a recuperação da área doadora é rapidíssima, como uma incisão normal, pois dessa forma dificilmente a cirurgia plástica deixa uma superficie cruenta. Caso a pele tenha sido retirado de espessura parcial pela cirurgia plastica, a recuperação será tão demorada quanto mais profunda foi a retirada.

    Entre em contato com a Clinica Zamarian e Cirurgia Plástica Estetica e Reparadora e saiba como podemos ajudar você a melhorar seus defeitos estéticos com a cirurgia plástica de enxerto de pele.

     

    Queimaduras

    Queimadura de Pele de Primeiro GrauO papel da cirurgia plástica reparadora no atendimento aos queimados é importantíssimo, dentro de uma equipe mutidisciplinar. A queimadura é caracterizada por uma lesão que foi gerada por algum agente físico, como o calor, o frio, entre outros. A classificação da queimadura dentro da cirurgia plástica é feita por sua extensão e por sua profundidade. Pela extensão, o que se calcula na cirurgia plástica é a área de superfície corporal queimada (SCQ), sendo que cada membro e cada região do corpo representa uma porcentagem do total. Já pela profundidade, a queimadura é classificada na cirurgia plástica pelo grau de destruição celular, existindo 4 graus de profundidade: primeiro grau, segundo grau superficial, segundo grau profundo e terceiro grau.

    Quanto ao atendimento de uma pessoa queimada por um cirurgião plástico, pode ser feito na fase aguda ou na tardia. Na fase aguda, pela cirurgia plástica são realizados cuidados locais com medicamentos eficazes em penetrar nos tecidos e matar bactérias em crescimento, como a sulfadiazina de prata, minimizando o dano aos tecidos e deixando mais superficial a queimadura. Paralelamente, o paciente queimado tem que ser bem hidratado e ter uma alimentação reforçada, pois seu metabolismo está muito acelerado devido à queimadura. Após a recuperação, passa a ser possível se realizar a cirurgia plástica reparadora em queimados, a qual envolve o tratamento de seqüelas pela cirurgia plastica, como retrações de cicatrizes que impedem o movimento normal de articulações, além de cirurgia plástica de enxertos de pele e gordura e expansores que minimizam as cicatrizes decorrentes de um momento tão traumático.

    São exemplos de retrações cicatriciais na fase tardia da cirurgia plástica de queimaduras que necessitam de retalhos locais ou cirurgia plástica de enxertos de pele para seu tratamento adequado:

    • retração mentotorácica: trata-de de uma brida cicatricial bastante comum em pacientes de cirurgia plástica que se queimam por chama e esta sobe do corpo em direção à cabeça, queimando a pele abaixo do queixo e evoluindo com a retação que faz com que o queixo seja puxado para baixo, não permitindo completa extensão sa cabeça. Seu tratamento pela cirurgia plástica mais comum se denomina cirurgia plástica de degola e enxertia de pele;
    • retração cicatricial de dedos das mãos: outra forma bastande comum de brida que necessita de cirurgia plástica para liberação das articulações dos dedos das mãos e restabelecimento do mecanismo de pinça, através de retalhos (cross-finger, zetaplastias, retalho de Luis Mario, etc.), ou cirurgia plástica de enxerto de pele, em alguns casos selecionados.
    • deformidades que envolvem as mamas ou aréolas: uma queimadura próxima a aréola pode deslocar esta no sentido da cicatriz, podendo ser necessaria a cirurgia plástica de zetaplastia ou cirurgia plástica de retalho de avançamento em V-Y para se devolver a aréola à sua posição original, simetrizando as mamas, tanto no homem quanto na mulher.
    • retração de axilas e cotovelos: consistem em outras regiões muito comumente afetadas por queimadura, que melhoram com múltiplas zetaplastias, cirurgia plástica de transposição de retalhos (como o retalho de Luis Mario), ou cirurgias plasticas de enxertos de pele, em último caso.

    Dr. Walter Zamarian Jr. vem se tornando referência de cirurgia plástica reparadora, além de ter grande destaque no tratamento de queimados em Londrina e região, devido sua grande experiência e atuação como cirurgião plástico na Unidade de Queimados do Hospital Universitário de Londrina e no Departamento de Cirurgia Plástica na Unidade de Queimados do Hospital do Andaraí, no Rio de Janeiro. Saiba mais sobre queimaduras e outras formas de cirurgia plástica reparadora realizada na Clínica de Cirurgia Plástica do Dr. Zamarian.

     

    Fissura Labial e Fenda Labiopalatina

    Com algum componente genético, mas com influência de outros fatores, como a desnutrição, tanto a fissura labial como a fenda labiopalatina ("lábio leporino") são preocupantes para os pais e, posteriormente, para o próprio paciente, que muitas vezes pode ter sua socialização prejudicada por vergonha ou receio de constrangimento decorrente de sua condição.

    Dr. Walter Zamarian Jr. realiza cirurgia plástica de fissura labial e de fenda labiopalatina, normalmente operando o lábio aos seis meses de idade e o palato entre 9 e 15 meses. O tratamento é multdisciplinar, e fazem parte a fonoaudiologia para fissura palatina, além de ortodontia e outros profissionais da equipe. Em alguns casos, o acompanhamento pode ser realizado em conjunto com o Centrinho de Bauru, referência nacional em cirurgia plástica de fissura labial e fissura palatina.

     

    Cirurgia Plástica de Tumores de Pele – Câncer de Pele e Tumores Benignos

    Uma das subespecialidades da cirurgia plástica envolve o tratamento através da cirurgia plástica de retirada (exerese) de tumores de pele.

    Os tumores benignos costumam ser bem delimitados, de crescimento lento, de bordos precisos e cor única, sem sangramento espontâneo. Dr. Zamarian costuma utilizar o aparelho de Hyfrecator (bisturi de alta frequencia) para cirurgia plástica de cauterização de lesões benignas como nevos (melanocíticos e epidérmicos) e melanoses actínicas. Acrocórdons podem ser retirados pela cirurgia plástica com pinça e tesoura e, posteriormente, cauterizados com Hyfrecator.

    Tumores malignos podem ser caracterizados por bordos imprecisos, crescimento rápido, presença de mais de uma cor e sangramento espontâneo. São tratados pela cirurgia plástica com a retirada com margem de segurança. Os tumores malignos de pele principais, tratados pela cirurgia plastica, são:

    • melanoma maligno;
    • carcinoma basocelular (CBC) e
    • carcinoma espinocelular (CEC – escamocelular).

    Destes, o melanoma é o mais agressivo e o carcinoma basocelular é o menos agressivo. O único tumor maligno que pode ser apenas cauterizado na cirurgia plástica de tumores de pele é o basocelular. A cirurgia plástica de tumores malignos de pele envolve a retirada com margem de segurança, a depender do tipo histológico e da profundidade do tumor. Em casos mais avançados, com tumores maiores ou que necessitem de investigação de envolvimento ganglionar, a cirurgia para retirada de tumor é realizada pelo médico oncologista e o fechamento do defeito é realizado pela equipe de cirurgia plastica.

    A recuperação da retirada de tumores malignos pela cirurgia plástica costuma ser bastante tranquila. Várias técnicas de cirurgia plástica podem ser utilizadas para o fechamento da cirurgia plástica de retirada do tumor, entre elas: fechamento simples, cirurgia plástica de enxerto de pele e cirurgia plástica de retalhos de pele.

    Entre em contato com a Clinica Zamarian de Cirurgia Plástica para saber como você pode realizar tratamento de tumor de pele com a cirurgia plastica.

     

    Lesões Benignas de pele e subcutâneo comumente tratadas pela Cirurgia Plástica

    Existem muitas lesões de pele que chegam a uma clínica de cirurgia plástica para serem tratadas. Podemos citar algumas lesões benignas que têm chegado à Clínica Zamarian de Cirurgia Plástica, como as listadas abaixo:

    Acrocórdon: pequenas lesões (papilomas) que acometem com frequencia a região de pescoço e tórax. Podem ser retidados pela cirurgia plástica apenas com tesoura e pinça, podendo haver a necessidade de cirurgia plástica de cauterização no caso de um eventual sangramento;

    Lipoma: são aglomerados de gordura, organizados, normalmente não encapsulados, que podem ocorrer em qualquer região do corpo, no tecido celular subcutâneo. Geralmente, necessitam ser retirados por completo pela cirurgia plastica, pois pode haver recorrência. Entretanto, alguns casos onde a localização é desfavorável ou o tumor benigno é muito grande, pode-se pensar na alternativa de cirurgia plástica de lipoaspiração, mesmo sabendo da possibilidade de recidiva;

    Cisto sebáceo: devido a uma obstrução da glândula sebácea, pode haver um acúmulo de secreção (sebo) na glândula sebácea, podendo infectar. A cirurgia plástica consiste em retirada do cisto (de preferência íntegro e com toda sua cápsula) e de um pequeno fuso de pele sobrejacente, envolvendo a saída da glândula na pele. Dessa forma, a cirurgia plástica retira a lesão por completo, evitando a recidiva;

    Siringoma: são pequenas lesões que ocorrem principalmente nas pálpebras (mais nas inferiores), de 2 a 5 mm de diâmetro, endurecidas, da mesma cor da pele ou um pouco amareladas e que são tratadas na Clínica Zamarian de Cirurgia Plástica Estetica e Cirurgia Plástica Reparadora pela cauetrização (ablação) com bisturi de alta frequencia, Hyfrecator;

    Ceratose actínica (queratose actínica ou queratose solar): são as lesões de pele causadas pelo sol, também chamadas de manchas de sol, e têm localização principal na face, mãos e antebraços, que são as áreas do corpo mais expostas aos raios solares. Seu tratamento é realizado de forma eficaz em nossa clinica de cirurgia plástica com laser de luz intensa pulsada, Dermapulse Smart. Normalmente, o tratamento pela cirurgia plástica envolve pintar as lesões com lápis preto para permitir uma penetração mais profunda da luz pulsada;

    Efélides (sardas): as efélides são alterações na cor da pele, na forma de pequenas máculas hipercrômicas, de colocação normalmente menos internsa que um nevo ("pinta") e que ocorrem principalmente na face e colo. São tratadas pela cirurgia plástica de forma eficaz com o peeling de fenol ou o laser de luz intensa pulsada;

    Nevo (nevus, "pinta"): os nevos, popularmente conhecidos como pintas, podem ser de diversas formas, como o nevo melanocítico (pintas escuras), nevo epidérmico (pinta alta, podendo ser clara ou escura), nevo verrucoso (pinta misturada com verruga), entre outras. A cirurgia plástica de cauterização é indicada para as lesões pequenas e, nos casos de nevos maiores, a ressecção cirúrgica pode ser necessária;

    Telangiectasia: as telangiectasias são dilatações dos pequenos vasos, que pode ocorrer na face e que tratamos na Clínica Zamarian de Cirurgia Plástica com eletrocauterização com bisturi de alta frequencia, Hyfrecator.

     

    Cirurgia Plástica Periorbitaria

    Cirurgia Plástica Periorbitária em LondrinaUma das áreas mais delicadas da cirurgia plástica é a cirurgia plástica periorbitária. Essa modalidade de cirurgia plástica trata a região dos olhos, incluindo pálpebras, supercílios e parte superior da região malar. Alguns dos tratamentos realizados na cirurgia plástica periorbitaria pelo Dr. Zamarian incluem:

    • blefaroplastia: o tratamento estético dos excessos de pele e bolsas de gordura nas pálpebras;
    • tratamento de ptose palpebral: a ptose palpebral é a queda da pálpebra superior, em um ou ambos os olhos, em graus variados, podendo ter ou não a função do músculo elevador da pálpebra superior preservada. Para cada grau está indicada uma cirurgia plástica diferente, a fim de se obter o ótimo resultado, corrigindo a ptose e simetrizando a abertura ocular;
    • ectrópio e "escrelal show": o escleral show nada mais é do que a visualização da esclera abaixo da íris quando o paciente olha o horizonte. Pode ser natural ou decorrente de uma retração cicatricial (ectrópio), mas em ambos os casos há correcção com a cirurgia plástica periorbitaria. O ectrópio é a própria retração cicatricial, que pode ser secundária a uma cirurgia plástica de blefaroplastia onde se retirou muita pele e pode ocorrer tanto nas pálpebras superiores quanto inferiores. A característica principal é que a conjuntiva mantém seu contato com o globo ocular. Algumas modalidades de tratamento com cirurgia plástica incluem a cirurgia plástica de "tarsal strip" (retalho de tarso com liberação dos retratores) e a cirurgia plástica de enxerto de fáscia temporal;
    • lagoftalmo: semelhante ao ectrópio de pálpebra inferior, mas com o detalhe de que perde-se o contato da conjuntiva com o globo ocular. É muito comum o lacrimejamento excessivo nessa condição, que melhora com a cirurgia plastica. Pode ser necessária a retirada de tecido para se elevar a pálpebra inferior e restabelecer o contato com o globo ocular, através de procedimentos de cirurgia plástica como cantotomia ou cirurgia plástica de Kunt-Szymanowski;
    • exoftalmia: olhos para fora. Condição comum em pacientes com hipertireoidismo – Doença de Graves. Pode ser necessária a cirurgia plástica para a retirada, além as bolsas de gordura, de cordura intraconal para causar uma diminuição na projeção do globo ocular. A retirada de pele durante a cirurgia plástica nessa condição deve ser feita com cautela e numa proporção menor que na cirurgia plástica de blefaroplastia em pacientes sem Graves, para não se causar um ectrópio, tanto de pálpebra superior quanto de inferior;
    • sequela de trauma ocular: a fratura de assoalho de órbita com hipoftalmia e enoftalmia secundárias é comum em pacientes com trauma ocular e serve para proteção do globo ocular, uma vez que , ao invés de o globo ocular sofrer no trauma, ele "foge" para baixo. Pode ocorrer fratura malar associada, ambos tratáveis através da cirurgia plástica periorbitária. O tratamento nessa cirurgia plástica consiste em tamponamento do seio maxilar, elevando o globo ocular com ou sem enxerto para a fratura malar. O uso de placa e parafuso no tratamento com a cirurgia plástica nessa condição faz com que o globo ocular tenha a sua porta de escape "fechada a sete chaves" e pode colocá-lo em risco, num possível novo trauma futuro.

     

    Cirurgia de Mão – Cirurgia Plástica da Mão

    Na Clínica Zamarian, realizamos cirurgia plástica de mão para procedimentos que envolvam perda de substância, perda de função, lesões complexas com fratura e lesão tendinosa, entre outros. Uma subespecialidade da cirurgia plastica, a cirurgia plástica de mão envolve conhecimentos específicos de anatomia e fisiologia para seu correto tratamento, a fim de que se restabeleça a função e estética da mão, sem contudo causar sequelas desnecessárias por tratamento inadequado. O tratamento cirúrgico da mão é bastante delicado e envolve outras áreas além da cirurgia plastica, como a fisioterapia, que vai dar movimento e funcionalidade precoces mesmo após as cirurgias mais delicadas. Uma mão imobilizada por muito tempo pode ter seus ligamentos prejudicados, especialmente se estiver na posição equivocada. Para isso, os cuidados básicos durante um tratamento de cirurgia plástica de mão envolvem:

    • tratamento correto com cirurgia plástica das lesões ou deformidades encontradas;
    • curativo realizado de forma ideal, isolando-se os dedos e enfaixando no sentido correto: da palma da mão para o primeiro dedo;
    • imobilização das articulações em posição anatômica, com flexão a 90 graus das metacarpofalangeanas, com os dedos estendidos;
    • iniciar fisioterapia precoce, no máximo em 7 a 10 dias após a cirurgia plastica;
    • da mesma forma, remover a imobilização o quanto antes, a fim de se evitarem lesões tendinosas secundárias à imobilização prolongada.

    Alguns dos tratamentos de cirurgia plástica de mão realizados na Clínica Zamarian:

    • cirurgia plastica de reconstrução de partes moles do membro superior;
    • lesões ligamentares que envolvem o punho ou a mão, tratáveis pela cirurgia plastica;
    • túnel do carpo;
    • infecções dos membros superiores;
    • síndromes compartimentais;
    • anomalias congênitas (sindactilia, polidactilia, entre outras);
    • cirurgia plastica na doença de Dupuytren.

     

    Reconstrução de Orelhas

    Um defeito congênito tratável pela cirurgia plástica, como microtia, lop ear, cup ear, ou uma sequela de trauma pode ser a indicação de cirurgia plástica reparadora de orelhas.

    Nos casos em que o paciente nasce sem orelha (anotia), ou com orelha muito pequena (microtia), pode ser necessária a cirurgia plástica de reconstrução de uma parte ou de toda a orelha. Nesses casos, Dr. Zamarian opta pela cirurgia plástica de reconstrução em dois tempos, sendo que no primeiro confecciona-se a orelha nova a partir da cartilagem das costelas e coloca-se abaixo da pele correspondente à futura orelha. No segundo tempo da cirurgia plastica, realiza-se a abertura da região posterior da orelha e enxerta-se pele para dar projeção à essa orelha, semelhante ao outro lado.

    A cirurgia plástica reparadora também trata casos de lop ear e cup ear, onde a cartilagem da orelha apresenta-se pouco desenvolvida ou com dobras diferentes das usuais, sendo necessário uma remodelagem da cartilagem, devolvendo sua naturalidade.

    Trauma de orelha pode causar perda de parte da orelha, podendo ser indicada uma ou mais das seguintes técnicas de cirurgia plástica: tubo de pele, retalho de Antia-Buch, enxerto composto condro-cutâneo, retalho pre-auricular, retalho condro-cutâneo, entre outras.

    A cirurgia plástica de reconstrução de orelhas devolve ao paciente a auto-estima e a possibilidade de usar óculos, sem constrangimentos. Cada caso é singular e muitas vezes as técnicas existentes devem ser adaptadas para as necessidades de cirurgia plástica de cada paciente. Dr. Walter Zamarian esculpe a cartilagem e remodela a pele a fim de se obter um ótimo resultado com a cirurgia plastica de orelhas, minimizando o trauma estético sofrido pelo paciente. Entre em contato com a Clinica Zamarian de Cirurgia Plástica e saiba mais.

     

    Reconstrução de Nariz

    Da mesma forma que a orelha, o nariz pode ter sido deformado por trauma, queimadura, infeção ou outras causas. Localizado no centro da face, as deformidades do nariz são incapacitantes do ponto de vista psicológico e necessitam de uma abordagem adequada pela cirurgia plástica para o sucesso e pronto resultado, melhorando a deformidade que pode interferir com a interação social do paciente.

    Nos casos de amputação traumática, onde o nariz precisa ser completamente restaurado pela cirurgia plastica, pode ser indicada a cirurgia plástica de reconstrução do nariz com:

    • retalho médio-frontal expandido para a cobertura superficial do nariz com a cirurgia plastica;
    • enxerto de cartilagem costal para o arcabouço estrutural do nariz;
    • dois retalhos nasogenianos para confecção do revestimento interno do nariz, devolvendo assim toda sua estrutura, de forma harmoniosa e com projeção necessária para maior naturalidade do resultado.

    Para os defeitos parciais do nariz, podem ser utilizados retalhos nasogenianos, retalhos bilobados, enxertos compostos condro-cutâneos, retalho em ilha, retalho de avançamento malar, retalho de dorso nasal, retalho em V-Y glabelar, entre outros procedimentos de cirurgia plastica, a depender de cada caso.

    A cirurgia plástica reparadora dispõe de técnicas que podem devolver a estética e funcionalidade de diversas partes do corpo. Nos casos de cirurgia plástica de reconstrução nasal, podem ser necessários vários procedimentos até se chegar a um resultado estético desejado. A cirurgia plástica de reconstrução nasal está em constante evolução e, assim como na cirurgia plástica estética e cirurgia plástica reparadora, de um modo geral, surgem novas técnicas de tempos em tempos que revolucionam e ampliam o horizonte dos resultados para atenuar os estigmas inestéticos sofridos por alguns pacientes.

     

    Reconstrução de Lábios – Cirurgia Plástica Reparadora de Lábios

    Os defeitos dos lábios podem ser reparados com diversas técnicas de cirurgia plastica. A necessidade de cirurgia plástica de reconstrução labial pode ser decorrente de tumores, queimaduras, trauma com perda de substância, infecção, entre outros. É muito importante, na cirurgia plástica de reconstrução de lábios, além de preservação estética dos lábios, a busca pela preservação da função, desde a fala até a continência dos alimentos durante a mastigação.

    Lesões menores podem ser reparadas com técnicas operatórias simples de cirurgia plastica, respeitando a anatomia, sobretudo a transição entre a mucosa do lábio e a pele. Esse deve ser o primeiro ponto de reparo, tomando o cuidado para nunca posicionar um ponto de sutura exatamente nessa transição durante a cirurgia plástica, mas sempre um acima e outro abaixo, a fim de não apagar a transição com a marca do ponto.

    Lesões maiores podem ser reparadas com cirurgia plástica de retalhos nos lábios, como:

    • retalho de avançamento de vermelhão;
    • retalho de vermelhão em cambalhota;
    • retalho de Abbe;
    • retalho de Schuchardt;
    • retalho de Karapandzic;
    • retalho de Webster-Bernard;
    • retalho de Estlander, entre outros.

    As técnicas de cirurgia plástica mencionadas acima têm suas vantagens e desvantagens, cabendo ao cirurgião plástico definir qual a melhor a ser utilizada na cirurgia plástica de reconstrução de lábio, dependendo de cada caso.

    Além da plástica reparadora de lábios, existe a queiloplastia estética (cirurgia plástica estética dos lábios), que pode ser para aumentar ou diminuir os lábios. Para se aumentar o vermelhão dos lábios pode-se usar uma técnica de V-Y ou Bardotização (retirada de fuso de pele ao redor dos lábios), além do enxerto de gordura retirada da região periumbilical. Para se diminuir os lábios, pode-se retirar um fuso de pele na mucosa úmida dos lábios, na parte de dentro, forçando o vermelhão para dentro, diminuindo os lábios de pessoas que sofrem com isso. A queiloplastia estética é bastante procurada, pois os lábios têm papel fundamental na estética facial devido à sua importância e posição.

    Entre em contato com a Clínica Zamarian de Cirurgia Plástica para saber mais sobre a cirurgia plástica de reconstrução de labios ou sobre as outras modalidades de cirurgia plástica reparadora ou cirurgia plástica estetica.

     

    Reconstrução de Bochechas (Região Malar)

    As bochechas representam a maior superície de pele da face e, por esse motivo, estão mais sujeitas à exposição solar e a dano causado durante um trauma. A cirurgia plástica de reconstrução de bochechas deve ser feita de modo meticuloso a fim de se preservar os contornos naturais, preservar a linha do cabelo e camuflar as cicatrizes.

    Opções de fechamento na cirurgia plástica reparadora de bochecha:

    • Cicatrização por segunda intenção: é raramente indicada na cirurgia plástica pela possibilidade de deixar cicatrizes inestéticas. Pode ser uma opção em cirurgia plástica de lesões superficiais menores de 1 cm de diâmetro, e pele com irregularidade de pigmentação;
    • Sutura primária: é o tratamento de escolha para a cirurgia plástica da maioria das lesões, desde que não haja possibilidade de tensão na cicatriz e tendência a cicatrização inestética por posicionamento contrário às linhas de força;
    • Enxertos de pele: essa modalidade de cirurgia plástica de reparação dos defeitos das bochechas pode ser indicada em pacientes com comorbidade, ou seja, com outras doenças que contra-indiquem uma cirurgia mais agressiva, ou em casos em que a chance de recorrência local de tumor é grande, uma vez que um tumor recidivado embaixo de uma cirurgia plástica de enxerto é mais facilmente identificado que embaixo de uma cirurgia plástica de retalho;
    • Retalhos locais: podem ser utilizados diversos retalhos, a depender de cada caso. São exemplos de retalhos locais utilizados na cirurgia plástica reparadora de bochechas: retalhos de avançamento (avançamento, V-Y), retalhos de transposição (bilobados, retalho de Limberg, banner flap), retalhos de rotação (cervicofacial, cervicopeitoral), retalhos miocutâneos (peitoral maior, trapézio);
    • Expansor de pele: é um tratamento de cirurgia plástica utilizado para lesões benignas ou como forma de melhorar o resultado de cicatrizes deixadas por outras formas de fechamento. A cirurgia plástica de expansão de pele envolve um processo de aproximadamente três meses de expansão antes do avançamento final do retalho para a retirada da lesão ou das cicatrizes. Por esse motivo, essa forma de cirurgia plástica reparadora não é tratamento de escolha inicial para tumores malignos;
    • MIcrocirurgia: a microcirurgia é uma subespecialidade da cirurgia plástica e tem várias inicações, entre elas a de reconstrução de grandes defeitos nas bochechas, muitas vezes com reconstrução de toda a unidade estética. Alguns exemplos de cirurgia plástica com retalhos microcirúrgicos que podem ser utilizados na cirurgia plástica incluem: retalho radial do antebraço, retalho paraescapular, retalho de reto abdominal, retalho anterolateral da coxa, retalho osteocutâneo da fíbula.

     

    Reconstrução de Pálpebras – Cirurgia Plástica de Reconstrução Palpebral

    A cirurgia plástica pode corrigir os defeitos das pálpebras, preservando sua função e permitindo excelentes resultados, evitando o ressecamento do olho, sobretudo nos casos de lesões das pálpebras superiores.

    • Lesão da pálpebra superior que não envolve o tarso: nos casos de lesões menores que 50%, o reparo é feito com cirurgia plástica que utiliza apenas o fechamento com tecidos locais; para lesões maiores que 50%, torna-se necessário enxerto de pele da outra páplebra superior;
    • Lesão da pálpebra superior que envolve o tarso: para lesões menores que 25%, o tratamento consiste em cantotomia e sutura após retirada pentagonal da lesão. Lesões entre 25 e 75%, o tratamento pode ser feito com cirurgia plástica de retalho tarsoconjuntival por deslisamento ou com enxerto composto. Lesões com mais de 75% são tratadas com retalho da pálpebra inferior (lower-lid switch flap);
    • Lesões de pálpebra inferior menores que 50% são tratadas com cirurgia plástica com catotomia, cantólise e síntese primária. Para lesões maiores de 50%, mas menores que 75%, realiza-se uma cirurgia plástica de deslisamento tarsoconjuntival com enxerto de pele; e nos casos com mais de 75% de lesão, a opção é por um enxerto composto com avanço de bochecha;
    • As lesões dos cantos laterais são tratadas com cirurgia plástica de reestruturação do ligamento cantal lateral e retalho por avançamento de bochecha ou enxerto de pele;
    • As lesões dos cantos mediais são mais delicadas por envolverem o sistema de drenagem de lágrima e este deve ser reparado se estiver lesado. Em seguida, pode-se utilizar uma cirurgia plástica de retalho miocutâneo da pálpebra superior ou outros retalhos locais.

     

    Reconstrução da Parede Torácica – Cirurgia Plástica Reparadora do Tórax

    Um dos desafios da cirurgia plástica é a reconstrução onde se tem que levar grande quantidade de tecido, como nos casos de reconstrução da parede torácica. As causas que podem levar à necessidade de cirurgia plástica reparadora da parede torácica incluem: tumores benignos, tumores malignos primários e metástase, infecção, radioterapia, e trauma. Felizmente, existem muitas alternativas de cirurgia plástica de retalhos musculares e miocutâneos que podem ser utilizados. Os retalhos musculares podem ser levados na cirurgia plástica e, em seguida, submetidos a uma cirurgia plástica com enxerto de pele espessura parcial, o que permite a cobertura de grandes superfícies mesmo com áreas doadoras cuja pele (no caso de retalhos miocutâneos) seria insuficiente.

    Exemplos de retalhos que podem ser levados para cirurgia plástica de reconstrução de parede torácica:

    • Trapézio: seu arco de rotação permite cirurgia plástica de cobertura do terço superior do tórax;
    • Paraescapular: é um retalho fáscio-cutâneo de excelente manuseio e cuja área doadora fica com ótimo aspecto. Na forma de retalho pediculado pode sua cirurgia plástica cobrir ombro, axila ou parede lateral do tórax. Pode ser utilizado na forma de cirurgia plástica de retalho livre microcirúrgico, podendo cobrir qualquer área do tórax;
    • Grande dorsal: pode cobrir terço superior do tórax posterior ou defeitos no tórax anterior, através da cirurgia plastica;
    • Peitoral maior: utilizado para defeitos no esterno ou mediastino;
    • Serrátil anterior: arco de rotação versátil, podendo ser utilizado para defeitos no tórax anterior ou posterior e também para preencher volume intratorácico;
    • Oblíquo externo: sua cirurgia plástica cobre defeitos da parede anterior do tórax;
    • Reto abdominal: também utilizado para a parede torácica anterior;
    • Omento maior: pode ser tunelizado para cobrir tórax anterior através de um retalho confiável;
    • Retalhos microcirúrgicos: o mais comumente utilizado é o reto abdominal.

    Na cirurgia plástica reparadora de parede torácica, arcabouço ósseo é reconstruído com enxerto ósseo, cujas áreas doadoras incluem: costelas do tórax contralateral, crista ilíaca e fíbula.

     

    Paralisia Facial

    O papel da cirurgia plástica na paralisia facial é muito importante. Pacientes com paralisia facial podem ter paralisia da região frontal, queda do supercílio, dificuldade de fechamento do olho, desvio do nariz, colapso da cartilagem alar e obrustução nasal do lado acometido, desvio da rima bucal para o lado sadio, além de outras alterações. Um tratamento não-cirúrgico pode ser realizado com Botox para auxiliar a equilibrar as feições da face, especialmente em pacientes com paralisia facial com início há mais de um ano, um ano e meio, onde a cirurgia plástica tem pouco ou nenhum efeito devido ao enrijecimento dos músculos denervados.

    A evolução natural da paralisia facial é que, se houve uma praxia ou lesão parcial ou temporária, esta melhora dentro de quatro meses, restabelecendo praticamente por completo as funções e sem deixar sequelas. Para lesões que persistem após quatro meses, deve-se ponderar sobre transplante de nervo para reinervar a musculatura presente. Essa musculatura somente pode ser reinervada até o prazo final de dois anos. Lesões mais tardias podem ser melhoradas com lifting cérvico-facial assimétrico ou enxerto de outros músculos, como o grácil, além do Botox.

     

    Úlceras de Pressão (Úlceras de Decúbito)

    Pacientes acamados por muito tempo ou que não são submetidos a mudança de decúbito a cada três horas podem desenvolver úlceras de pressão, também denominadas úlceras de decúbito. São feridas que ocorrem inicialmente na pele e, após um tempo, podem se aprofundar atingindo as camadas profundas da gordura, chegando algumas vezes a causar isquemia muscular e necrose óssea. Alguns casos evoluem com infecção, o que dificulta seu tratamento pela cirurgia plastica.

    Nos estágios iniciais, o tratamento pode ser realizado apenas com a mudança frequente de decúbito, evitando a região com sofrimento. Podem ser utilizados curativos especiais que ajudam a amenizar os sinais locais de isquemia. Colchões especiais de ar ou casca-de-ovo, além de almofadas de ar em cadeiras de rodas ajudam a distribuir o peso do paciente de uma maneira otimizada e ajudam na prevenção de lesões profundas.

    Nos casos em que as lesões se aprofundam, a cirurgia plástica tem o papel de desbridamento, seguido de cobertura da proeminência óssea, com retalhos musculares, miocutâneos ou fácio-cutâneos. O cirurgião plástico pode ter que realizar um reavivamento do músculo e osso, retirando tecido muscular ou ósseo que estejam sem vida. Os lugares mais comuns de úlceras de pressão que necessitam de tratamento com cirurgia plástica são: úlceras trocantéricas, úlceras isquiádicas e úlceras sacrais.

     

    Agende uma consulta sobre Cirurgia Reparadora com Dr. Walter Zamarian Jr.

    Para agendar uma consulta com Dr. Zamarian para conversar sobre cirurgia plástica de coxas, implantes de silicone, lipoaspiração, abdominoplastia, hidrolipo, cirurgia reconstrutora, entre outras, entre em contato com a Clínica Zamarian em Londrina, Brasil.